22 de ago. de 2012

EXPEDIÇÃO CICLOCULTURA - VILA DA COPEL X MANGUERINHA X CHOPINZINHO

ALBUM DE FOTOS
Aí galera, saí cedo da Guarda Florestal, após uma ótima noite de sono e um café da manhã bem reforçado, pedalei rumo a Mangueirinha minha próxima parada. A pedalada começou otimamente, descendo até a represa da Copel. Chegando lá comecei a subir até o topo da barragem, lá em cima a vista é linda, você fica na altura das aves voando. Da represa segui viagem por uma estrada que costeava o lago da barragem, estrada sem acostamento e num sobe e desce bem forte. A partir do quilômetro 15 já dá para enxergar a cidade de Mangueirinha, bem acima do lago e daí por diante você vai só observando a cidade se aproximando. Estrada é bem asfaltada mas com muitas subidas, a maior é a do Morro Verde, uma pequena vila no meio do alagado. Cheguei a Mangueirinha bem na hora do almoço, e como toda boa cidade de interior que se preste tava tudo fechado, pois era hora de almoço ... hahaha, adoro isso.
Fui almoçar, após o almoço, fui à Prefeitura para ver se conseguia algum tipo de ajuda para hospedagem e dicas sobre a cidade. A Prefeitura me encaminhou para a Secretaria de Cultura que fica na Biblioteca Pública, lá fui muito bem recebido e em poucos minutos já tinha uma vaga garantida num hotel da cidade. Fiquei o resto do dia conversando com o pessoal da Secretaria de Cultura e com frequentadores da Biblioteca, no final da tarde fomos visitar uma cachoeira no alagado e a balsa que faz a travessia de carros entre reservas do Iguaçu e Mangueirinha. O município tem grande potencial turístico, um povo que sabe disso e quer desenvolvimento para esta área. No dia seguinte fui visitar com o pessoal da Cultura, a tribo indígena dos KAINGANG, que fica a 15 km da cidade. A tribo tem uma bela história de luta pela terra, e é detentora da maior Floresta de Araucárias do mundo.
A tribo já está totalmente descaracterizada em relação à imaginação popular, boa parte graças a influência da igreja, já que todos os índios são católicos, o número de pequenos templos religiosos dentro da tribo chega a assustar. Mas mesmo com toda esta descaracterização, eles ainda falam sua língua na escola, em casa e ainda tem grandes características de povos indígenas, como o artesanato, rituais festivos, jogos dentre outras culturas próprias. O que surpreende é a igreja e a parte dos índios cultivando monocultura ou simplesmente arrendando áreas para grandes fazendeiros.
Coisa legal que achei foi o passeio pela mata com um guia da tribo, onde pude aprender um pouco sobre suas origens e seus costumes. Visitei mais uma cachoeira linda, toda em pedra e com o leito do rio como se fosse uma laje de pedra, da nascente até a queda. Neste mesmo dia visitei a Universidade, troquei materiais sobre sustentabilidade com o Coordenador de Gestão Ambiental, além de trocar algumas informações e conseguir entender um pouco mais sobre o futuro do Município. A visita a Mangueirinha até agora, foi à cidade que mais acolheu o projeto e fez questão de participar, assim deixei vários vídeos e apostilas em meio digital com a biblioteca. Com a Secretaria de Cultura e com a Universidade, além de eu coletar materiais deles, as conversas com a população foi de grande valia, deixando claro que este Município tende muito a ter um bom desenvolvimento nos próximos anos.
Na manhã de sábado saí de Mangueirinha cedo e rumei para Chopinzinho, à estrada é boa com trechos de acostamento e outros trechos sem, o visual é lindo, já que passa por dentro da reserva indígena, ou seja, por dentro da floresta de Araucária, o feio do trecho é o numero de animais mortos na estrada. Subidas e descidas são muitas, mas nada muito inclinado, somente subidas bem longas, atingi neste trecho a maior velocidade da viagem 77 km/h.
Ao chegar a Chopinzinho fui direto para a dica de hospedagem, à casa dos avós de um amigo de Curitiba, lá fui super bem recebido, um casal simpático que estão na cidade a mais de 40 anos. Almocei, fui visitar a represa e a parte do alagado do município, a represa é maravilhosa, principalmente a parte do leito original do Rio Iguaçu, também a parte do alagado que coisa linda, há alguns condomínios e fazendas. O condomínio que visitei era um sonho de lugar, cheio de árvores frutífero e ipês coloridos, tudo bem cuidado, ótima infraestrutura, principalmente respeitando o meio ambiente. No local tinha mais de 300 árvores frutíferas, calçamento em pedra da região e com muitos gramados, no lago lambaris aos montes. Um vizinho próximo começou um cultivo de tilápias em tanques redes, as hortas e criações de galinhas caipiras também se veem aos montes.
No dia seguinte tomei um café da manhã na companhia super agradável de meus anfitriões. Pedalei para Dois Vizinhos, onde iria encontrar mais uma dica de hospedagem na casa de um amigo, e aqui estou agora, o negocio é descansar e seguir viagem quarta-feira rumo à Foz.
Um grande abraço a todos, agradecimentos infinitos pelo apoio e boas pedaladas.

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